domingo, 13 de setembro de 2009

A propósito das Autárquicas…

A Política ou causa pública exerce-se com nobreza e honra no cargo para que a comunidade o elegeu, quer no Estado Central quer na periferia.
Aqueles que exercem a Política nestes propósitos são reconhecidos pela Comunidade como Políticos.
Fora deste contexto fica reconhecida a politiquice e os seus agentes, são os politiqueiros, trauliteiros, gente sem carácter, oportunistas ou os demais cognomes e adjectivos que se lhes queiram apelidar.
A Política só se exerce com espírito missionário, isto é, faz-se da política uma causa nobre, exclusiva e em permanência para o bem da Comunidade.
A política acontece em todos os segundos da vida da comunidade, quer nos dias úteis quer nos dias feriados.
Um político é um missionário que se dedica em permanência à causa pública, com honestidade para consigo próprio e para com os membros da sua Comunidade.
Entre os homens honrados, a Comunidade escolhe um, mais dotado, e elege-o para conduzir com bom senso os seus destinos.
O Autarca é um Político. Serve com zelo a sua Comunidade, os seus munícipes, perante os quais exerce o seu cargo com espírito de missão, em permanência, com proximidade e sem sacrifício, mesmo nas condições mais adversas, quer naturais quer pessoais.
A função de autarca não é um emprego que se exerça num período das 09h00 às 18h00 dos dias úteis, descansando aos feriados e fins-de-semana.
O Autarca, ou líder político, que não cuida das responsabilidades que lhe foram confiadas e no momento certo, é um politiqueiro, um falhado… E, destes não rezará a História, ou melhor, servirá de exemplo a não seguir …

1 comentário:

  1. … Farol Político…


    SOCIEDADE JUSTA E IGUAL DE OPORTUNIDADES


    A natureza humana, ao prescrever a realização do homem somente em
    sociedade, dotou-o de mecanismos que lhe permitem vencer e distanciar-se
    progressivamente da animalidade e singrar, no caminho da civilização.
    A vida em sociedade foi o meio privilegiado de que o homem se serviu
    para vencer os obstáculos que a natureza lhe levanta a cada passo. Para
    isso impôs, logo de início, a necessidade de estabelecer princípios organizativos
    que permitissem aos grupos humanos a sobrevivência e a manutenção da espécie.
    A criação das cidades e o alargar da sua autoridade aos campos é o princípio de
    uma nova forma de autoridade em que as relações das pessoas e das trocas
    comerciais se deixam de constituir numa base familiar.
    O Estado aparece-nos, pois, como uma forma de regulamentar a conduta
    humana, resultando a sua autoridade da capacidade em satisfazer as exigências
    que os cidadãos lhe colocam.
    Neste Século XXI de ciência e de novas tecnologias, onde paira o espectro
    do desemprego e da exclusão social, pede-se aos
    Estados de todo o Mundo, que empreendam em conjunto a luta pela eliminação
    da pobreza e da fome, com o objectivo de construir no espaço
    da nossa vida, uma sociedade global justa e bem organizada. Não pode existir paz
    e segurança no Mundo, se não houver uma Sociedade Justa e Igual de Oportunidades.


    Manuel Madeira Guerreiro
    Faro

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