O candidato socialista à Câmara de Faro José Apolinário mostrou-se hoje estupefacto com as declarações do Presidente da República quanto ao caso das alegadas escutas, que considera ter vindo acentuar a "posição de guerra institucional".
À margem de uma acção de campanha numa escola da cidade, Apolinário confessou que ficou "estupefacto" com o teor das declarações de Cavaco Silva, dizendo que a sua posição só vem acentuar a "guerra institucional".
O candidato e actual presidente da Câmara de Faro esteve hoje ao início da tarde numa acção de campanha na Escola Neves Júnior, onde contactou com professores, pessoal auxiliar e alunos.
Antes, José Apolinário, que concorre ao segundo mandato na autarquia, cruzara-se nos Paços do Concelho com o seu principal opositor, Macário Correia, que ali esteve hoje de manhã no âmbito de uma acção de campanha.
Quanto ao resultado das legislativas, Apolinário disse considerar que o resultado do PS é um "estímulo" e aproveitou para lembrar as diferenças, no concelho de Faro, entre a sua candidatura e a da coligação de direita."Temos uma candidatura mais à esquerda, simbolizada pela nossa lista e outra mais à direita, que envolve uma coligação e um candidato conhecido pelas suas posições mais autoritárias e de confronto com as pessoas", frisou.
De acordo com José Apolinário, a sua candidatura pretende dar prioridade à área social, às pessoas e à área cultural, postura de "humanismo" e "respeito pelas pessoas", que, diz, tem mantido ao longo do mandato."Viemos às escolas porque esta é uma área onde há uma grande diferença de posições entre a esquerda e a direita", afirmou, frisando ser a favor da autonomia das escolas e contra a "municipalização" da função docente.
Apolinário destacou ainda como prioridades durante o próximo mandato, caso volte a ganhar as eleições, a criação de emprego, a criação de um corpo de polícia municipal e a construção de um novo porto de recreio.
in http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=36557
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